Chego ao fim da sua escrita, a pilha de páginas que cresceu desmesurada desde a primeira palavra. Já não é meu e ainda o não acabei. As personagens vivem o que têm de viver e tudo o que eu lhes planeei como destino existe apenas vagamente. Uma mulher negra surge do escuro de uma porta que dá sobre uma passagem, uma irmã abraça outra dizendo: "Veja o que me fizeram? Já nem sou mais mulher", enquanto por detrás dela, o rio Preguiças faz juz ao nome...
Encontro por acaso na net, uma imagem do lugar exacto onde estas duas mulheres choram e contam uma à outra as vidas separadas que tiveram.

Mais uns dias e não haverá mais nada para contar. Apenas rever. O círculo fecha-se para sempre e o livro será o que tiver de ser.
Há qualquer coisa de triste nesta alegria.
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